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Ser mãe

por Ana sem saltos, em 12.06.18

Ser mãe trouxe-me muitas surpresas.

Há as óbvias e badaladas, e a descoberta de que de facto são todas verdade verdadeira. Sim, confere, o amor é incondicional e absurdo, dói de tão bom que é. É bruto e instintivo, possante e selvagem. E  assusta, é verdade, porque amores desta envergadura carregam consigo o medo. Medo da dor deles. Medo da perda deles. Medo que o mundo não lhes chegue (e o pior é que não chega). Ter o coração a bater fora do peito é a coisa mais bonita e mais assustadora do mundo.

 

E ainda assim, houve mais, ainda mais, nesta função que a vida me trouxe. Ganhei eu, a compensar qualquer cansaço, medo ou dor.

Dei por mim, mulher adulta, a reencontrar as fadas de menina. O mundo a poder ser mágico, e queda a poder ser estrondosa e dolorosa. A escuridão a impedir-me de ver, e eu a sempre a sonhar mais alto.

Dei por mim a querer ser exemplo para a única coisa que lhes exijo na vida. Que sejam felizes. 

 

Tenho uma nova arma desde que fui mãe. Voltei a acreditar, e acreditar faz-me lutar.

 

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