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Sahara

por Ana sem saltos, em 04.04.18

São tantas palavras, tantos desenhos e empenhos, tanto os minutos que se alinharam até me atirar aqui, rendida, entregue, prostrada aos Teus pés.

E pergunto-Te apenas,

Porquê?

 

E a raiva que me invade é maior que os maiores tamanhos,

pobre e ridícula galáxia, reduzida a menos de nada,

da inércia perante o óbvio, da paralisia perante o medo.

E grito para dentro, entrego-me por inteiro, assumo-me perante o mundo,

sou eu sim, mulher humana e pequenina,

tenho medo e caio,

erro,

hesito,

recuo.

E agora, vais fazer o quê? Vais fazer o quê mundo cretino?

 

Mas nada faz o mundo, mantêm a sua rota repetida até ao infinito. E o meu rugido perde-se, evapora-se, dissipa-se no ar.  Até porque não sou leão alfa reclamando fêmea na savana.

 

[Não resisto ao esboço de um sorriso]

 

Quão triste é a ilusão de tamanho se mais não somos do que grão de areia atirado em areal?

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