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Histórias avulso

Poema do Sou

Dezembro 28, 2017

Sou rebanho de coração.

Sou viva alma em banho de mar.

Sou mais que os dedos que conto na mão, sou beijo, sou sombra, sou aperto e luar.

Sou assim, e assim me faço ser, sou o que quero na letra que escrevo, na página, do livro, da história que sou.

Sou amante da lágrima e do sopro e do beijo, sou frágil valente, em cálice de sangue e suor.

Sou homem gigante em corpo de mulher, sou menina pequena nas rugas de um velho.

Sou mãos, e ombros, sou preto, sou luz.

Sou leve e etérea quando me tentam agarrar.

Sou carne pulsante, quando, e sempre, que escolho ficar.

 

A vida é minha, mesmo que morra amanhã, e eu não tenho medo da morte do pulmão, carne e coração.

Tenho antes pavor de me sobreviver o corpo, como parede gelada ao abrigo de nada.

 

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