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Histórias avulso

Equinócio

Setembro 27, 2018


Põe um pé na areia. Depois põe o outro. Deixa entrar a sensação de verão tardio, o rugido bruto do mar. Não há ninguém, é só ela, a areia quente e o mar em estrondo ao longe. Tudo é um exagero, solidão gritante no peito. 

Sente uma euforia apaziguadora nisto que é estar sem eira nem beira, ali entregue ao passar de múltiplos agoras. 
Poe um pé no mar. Depois o outro. Deixa vir a espuma violenta, cheira à fúria que se sente no virar da estação. E então mergulha. O mar está zangado e pede lágrimas de redenção. E ela,  sempre dada a isto da fúria, não lhas nega e dá-lhas todas, entregando ali o equinócio que há em si.
 
 

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