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Histórias avulso

Conto-te

Janeiro 19, 2018

Olho-te no escuro. Respiras devagar, entregue ao mundo dos sonhos.

Lá fora o mundo desaba em água e frio, mas, aqui, não cabe tempestade ou arrepio.

Apagas-me os pecados, sendo só assim. Homem bonito, que escolheu dormir perto de mim.

 

Quando me mora a insónia, padeço de consciência afiada. Mergulho em angústias e questões, elevo-me ao mais bruto pesar.

Fico tão só, meu amor, quando não consigo sonhar...

 

E lá fora o mundo desaba, como espelho da tempestade que mora em mim, mas cá dentro estás tu, e eu ouço-te respirar. Pareces história de vida, daquelas que apetece contar.

E, então, conto-te.

 

Um, inspiro-me do teu inspirar,

Dois, expiro-me no teu expirar.

 

Acalmo-me, deixo amainar a existência bruta que por vezes sou, aceito o aleatório do mundo e das coisas, e concentro-me, só, na sorte de estar perto desta estrela, no meio todas as outras que se espalham no espaço.

 

Devagar, bem devagarinho, juntamo-nos no mesmo inspira e expira,

sigo sempre o teu compasso,

e desfaço-me em pincelada de aguarela nesse quadro bonito com que pintas os teus sonhos.

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