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Asas

por Ana sem saltos, em 09.04.18

Sentir em mim mais do que o medo,

e se eu sou sopro de pavor,

pressinto o mundo que chora nas sombras,

e então,

ah então,

sou alma, suspiro e coração,

e canto-te, tomo-te, grito-te

na vertigem escura da noite.

 

És meu, amor,

ainda que a posse que te sinto,

seja sombra leve de uma bonita miragem.

Só te quero com asas

e por isso és meu, sim,

alma, carne, boca e canção,

mas jura-me, amor,

jura-me que não deixas de voar.

 

 

Alma que me bate cá dentro,

mar imenso este que me habita,

onda em espuma branca me enche e vaza.

Marés de imenso.

Marés de nada.

Valem-me as tuas asas,

abrigo de sonho e lágrima nesta longa viagem.

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2 comentários

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De António B. a 10.04.2018 às 14:12

Bonito poema Ana. Uma vez mais muitos parabéns!
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De Ana sem saltos a 11.04.2018 às 11:03

Obrigada António!

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