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Triste

por Ana sem saltos, em 15.01.18

Fico triste, às vezes.
Não é sempre,
sempre é grande de mais

para ser somente tristeza. 

Mas, às vezes,
assim de tempos a tempos,
visto-me de melancolia e danço,
só assim,
numa homenagem nua e bruta
ao triste que há em mim.

E não é sempre,
sempre é imenso,
é às vezes,
quando cá dentro me sufoco de mim, e então preciso de ser chuva e trovão,

areia fininha entregue a furacão.

Não há causa óbvia,
tristeza é menina órfã,
mas é grande, soberbo, gigante,
este arrebatamento
que, às vezes,
resolvo trazer para mim.

Pode ser sol que brilha longe demais,
ou aguaceiro que morre a tentar chover.
Pode ser brisa morna em vésperas de lágrima,
ou gelo gelado em dia de verão.

Pode ser tudo, sendo nada,
porque tudo é infinito
e o nada não cabe em mim.
Mas fico triste, às vezes.
Afogada, entregue, derramada
na dança triste do assim assim.

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4 comentários

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De Piaf a 15.01.2018 às 19:09

Há no universo um peso e medida para tudo o que o compõe! Qual seria o peso e a medida da felicidade sem a tristeza? Qual o peso e a medida da vida sem a morte? Não nos podemos render à tristeza ainda que, com vergonha, nos saiba seduzir tão bem. De uma sensibilidade repleta de humanidade. 🙂
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De Ana sem saltos a 16.01.2018 às 07:57

Sem dúvida... há lá maior alegria do que ver um dia de sol após enorme tempestade? Obrigada!
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De Ana a 15.01.2018 às 21:13

Blue Monday! 😭

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