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Para, amor

por Ana sem saltos, em 01.04.17

Quanto cabe no teu Coração amor?

De tempos a tempos faço isto. Paro, e escuto. Escuto-me.

Quantas vezes te ouves amor?

Os dias atropelam-se, é inevitável, quanto mais tempo passa, mais veloz e implacável é a sua passagem. E se não parar, assim de tempos a tempos, esqueço-me das coisas mais simples. Esqueço-me de ver, em vez de olhar. Esqueço-me de agradecer, em vez de me queixar. Esqueço-me que, no final do caminho, valem os segundos que podemos ter deixado passar. Valem os obrigadas que podemos ter deixado de dizer, ou pior, de sentir. Por isso paro. E olho. E escuto. Se for preciso, choro também. Cabe em mim, afinal de contas, muito mais do que julgava. Dentro do bom, o ótimo. Dentro do mau, o péssimo. Dentro do que é mortal, aquilo que sei e sinto que é infinito, ainda que morra amanhã. Por isso paro. Tenho de parar de tempos a tempos. Tenho de agradecer, tenho de me perdoar. Sou dona de nada em mim, e por isso é urgente, tão urgente, saber parar, rir, chorar, amar e perdoar. Dona de nada, agradecida por tudo.

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